Você é muito engraçado. De um
jeito que me tira toda a vontade de rir.
Fico aqui pensando o que te faz pensar que eu aceitaria ir pra sua casa depois de tanto tempo. O que te faz imaginar que, nesse sábado que amanheceu tão azul, eu mudaria todos os meus planos para “ver um filme” com você.
Seu convite, inusitado e cheio de
segundas intenções, me faz lembrar os incontáveis fins de semana que te chamei
para fazer algo quando ainda éramos um casal e você ignorou. Me faz lembrar quando
disse que estava com saudades e ouvi um seco “vamos resolver isso” do outro
lado da linha.
Me surpreende essa incrível
facilidade que você tem para passar por cima de tudo que conversamos; de tudo
que senti. Entendo que você não consiga alcançar o que “tudo” significa, mas,
definitivamente, não entendo sua falta de respeito.
Uma vez, dessas em que apareceu do nada pensando que eu acharia muito legal seu convite para, em termos claros, transar com você, entre outros papinhos banais, você disse que minhas amigas deviam te odiar. Respondi que não, que eu só falava coisas boas suas, mesmo depois.
Isso mudou agora. Toda vez que penso em você ou que você resolve aparecer, "babaca" é um adjetivo que não me sai da cabeça.
Portanto, não insista. Aliás,
seria muito bom que você desaparecesse.
Não vou sentir sua falta. Não mais.
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