terça-feira, 3 de novembro de 2015

Represa

Angela tinha nome celestial, seus olhos escorriam mar. Às vezes, calmo e cristalino, noutras, escuro e indecifrável. Provocado, transbordava em ressaca violenta, afogando quem houvesse causado a intempérie. Mas Angela não chorava quase nunca. Seu mar desaguava na represa do coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário