Só percebi depois de um
tempo. Um longo tempo atravessado contracorrente, de chão lamacento e
pegajoso: depois de um tempo, a gente esquece.
Esquece as datas importantes. Os detalhes do primeiro encontro. Quando começou a dar errado.
Na correnteza do tempo, viram poça o gosto do beijo, o brilho dos olhos, o som da voz. O musgo cresce por cima do que fora paixão, cobre o que chamamos de amor, apaga o inesquecível. A névoa encobre seu rosto, o olhar que jogava sobre mim enquanto me tocava.
Esquece as datas importantes. Os detalhes do primeiro encontro. Quando começou a dar errado.
Na correnteza do tempo, viram poça o gosto do beijo, o brilho dos olhos, o som da voz. O musgo cresce por cima do que fora paixão, cobre o que chamamos de amor, apaga o inesquecível. A névoa encobre seu rosto, o olhar que jogava sobre mim enquanto me tocava.
O sentimento se dissipa; fina linha de fumaça bailarina.
E de repente, a gente esquece.
Olhei uma foto sua hoje. Não te reconheci.
Lembrei de uma música que a Clarisse Falcão canta.
ResponderExcluirGostei da Lacuna. "Depois de um tempo, a gente esquece".