Certa vez li, em algum livrinho
desses de “sorte do dia”, algo que dizia assim: pelo menos uma vez por ano vá a
algum lugar que nunca foi. A gente costuma pensar logo em viagem quando lê uma
coisa dessas e imagina mil lugares que gostaria de ir. Mas a verdade é que não
é preciso ir muito longe para experimentar o novo.
A história dele começou bem antes
da minha. Em 1811, quando um rapazola chamado Rodrigo de Freitas Mello e Castro
comprou uma bela fazenda às margens da lagoa. Só em 1859, ao passar para as mãos
de Antônio Martins Lage, é que ganhou o nome que todo mundo conhece: Parque
Lage.
Durante toda minha vida ouvi histórias incríveis sobre o lugar. Sobre a piscina, os jardins, o casarão e a escola de artes. Por alguma razão, no entanto, nunca havia tido a oportunidade de vê-los com meus próprios olhos. Engraçado como as coisas são. Fui até a Argentina conhecer a Casa Rosada e, apesar de estar a alguns bairros de distância do Parque Lage, nunca tinha ido lá.
Então, mais de 200 anos depois do início de sua história (e 29 depois do início da minha), visitei, pela primeira vez, o Parque. O dia não estava azul, mas ainda assim estava lindo (ou vai ver, foi o verdor que surgiu em mim, ao explorar os jardins e a gruta, que me deu tal impressão).
Além da natureza, a Arte está presente por toda parte. E do que mais um lugar precisa para ser incrível além de Natureza e Arte? Acabei descobrindo que ninguém menos que Marina Colasanti morou lá! (Morr-y). Incrível, três vezes incrível! (E quase perdemos esse patrimônio para o Roberto Marinho, que pensou em comprar uma parte para a TV Globo!).
Não costumo ficar tirando lição de tudo que acontece na minha vida, mas ter me permitido visitar o Parque e abandonar o “um dia eu vou”, me mostrou como perdi tempo. Um lugar como esse, pertinho de casa, de graça e pronto pra receber quem quer que seja. Quantos piqueniques poderia ter feito ou exposições poderia ter visto? E quantas vezes eu quis um lugar tranquilo pra pensar na vida ou ler um livro e não encontrei? Pois é.
Se completar 30 anos traz uma série de reflexões, uma delas eu já resolvi. Quando quiser conhecer um lugar - e puder - não vou mais deixar para depois. O momento certo é agora. Sempre.
Um lugar novo por ano... Que tal por mês?
#listados30





Que bom que não perdeu mais tempo e agora pode aproveitar esse lugar lindo!!!! <3 Amei as fotos.
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