Ganhei quando tinha 21 anos,
alguns dias depois do meu aniversário. De um amigo querido que, na época,
era também um dos melhores. Ele não sabe – se sabe, não foi dito por mim -, mas
eu era completamente apaixonada por ele.
O Caçador de Pipas foi o primeiro presente que ganhei de alguém que roubara algo de mim. Algo não visível, mas quase palpável de tão ausente. Com tanta força que me levou também a voz e a coragem de revelar a angústia e alegria que era estar ao seu lado.
O Caçador de Pipas foi o primeiro presente que ganhei de alguém que roubara algo de mim. Algo não visível, mas quase palpável de tão ausente. Com tanta força que me levou também a voz e a coragem de revelar a angústia e alegria que era estar ao seu lado.
O livro, além de me proporcionar um
encontro lindo e inesquecível com Amir e Hassan, me proporcionou a felicidade
de receber, em mãos, o carinho de alguém que me fazia sonhar toda noite. E de
sentir, mesmo que no mundo iluminado do faz de contas, um gostinho de paixão correspondida.
De lá pra cá, nove anos se passaram. Vieram outras paixões, outros presentes, algumas decepções. Mas lá estava o Caçador, o tempo todo. Na estante do quarto, sussurrando com sua voz de vento: é preciso voar.
De lá pra cá, nove anos se passaram. Vieram outras paixões, outros presentes, algumas decepções. Mas lá estava o Caçador, o tempo todo. Na estante do quarto, sussurrando com sua voz de vento: é preciso voar.
Voei.
Quantas vezes voei.
Hoje, depois de anos empoeirados, o Caçador voltou a trabalhar. A Pipa alçou voo e foi dar em outra vida que não sei qual porque não
fiquei a espreita. Despedir-me uma vez já havia sido difícil o suficiente.
Dei a alguém a oportunidade de
ouvir o que o Caçador tem a dizer. Quem quer que tenha esbarrado com ele na
escada do Parque das Ruínas onde, fingindo displicência, o deixei, tenho certeza,
encontrou um grande amigo. Bem maior que suas páginas, pois sua história transcende aquela escrita.
É a lembrança de uma paixão inocente de tempos universitários e que hoje reside nas memórias de um livro que deixei tocar outra pessoa.
Dei-o com o mesmo carinho que o recebi, com um coração ainda maior e mais leve do que nove anos atrás.
É a lembrança de uma paixão inocente de tempos universitários e que hoje reside nas memórias de um livro que deixei tocar outra pessoa.
Dei-o com o mesmo carinho que o recebi, com um coração ainda maior e mais leve do que nove anos atrás.
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Essa foi a primeira atitude das
30 que planejo tomar até o dia 25 de março, quando me tornarei uma moçoila
madura com 30 verões vividos.
Me acompanhem, vai ser divertido!



Adorei! Vou fazer!! ;)
ResponderExcluirGraci.
Ótimo o lugar escolhido, aliás.
ResponderExcluirGraci.
Morry! Amei. LINDOOOOOO. <3
ResponderExcluirGostei. Alguns livros realmente são cheios de emoção, muito além da história...
ResponderExcluirParabéns pelas reflexões (que surgiram em mim)!
Lindo Ju. Parabéns. Bjs
ResponderExcluirUm gesto de transbordar amor. Lindo!
ResponderExcluirVocê é uma Poeta! E das boas... E das poucas que tenho imenso prazer em ler... Parabéns, Jujuba linda!
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