Sob o sol, a pele fina nascida outro dia, cheia de brilhantes.
Iluminada, olhava pra si mesma. Até os
pontos de luz escorrerem, desenhando um mapa de caminhos molhados.
- Mais – pedia em êxtase.
A mãe voltava a ligar a mangueira, o ar umedecia de risadas.
Rodopiava de boca aberta, saboreando respingos de estrelas. Às vezes, parava,
só pra ficar um tempo líquida, sentindo a correnteza acender seu corpo.
Era quando a mãe desligava a chuva, e ela aproveitava pra admirar a constelação que havia se formado em seus braços e barriga.
Era quando a mãe desligava a chuva, e ela aproveitava pra admirar a constelação que havia se formado em seus braços e barriga.
Era toda galáxia.
Do lado da torneira que dava vida à brincadeira, a mãe, sorrindo, serenava sua pequena flor, salpicada de orvalho.
Do lado da torneira que dava vida à brincadeira, a mãe, sorrindo, serenava sua pequena flor, salpicada de orvalho.
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