quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sem rumo

Coração andarilho
Mochila nas costas
Peregrino

Não se entrega
Se empresta
Depois renega

Coração proscrito
Quem o persegue?
Não sabe

Seria o amor
Terrível ilusão
de quem já tentou?

Seria a dor
Carrasca atroz
de quem já amou?

O medo talvez
de encontrar novo rumo
e perder-se de vez?

Andando a esmo
Seguro em seu caminhar
Protege-se de si mesmo

Mais sofrido do que egoísta
Persiste em sua estrada

Sozinho

Não vê que em sua viagem
Cria outros iguais
Pelo caminho

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