2016,
Vc
não foi exatamente o que eu esperava. Talvez esse tenha sido meu maior deslize do ano: esperar. A gente vive num mundo em que criar expectativas não é
exatamente algo que pessoas maduras façam (é o que dizem por aí).
Sabe, 2016, não acho que eu tenha sido ingênua. Criar
expectativas me rendeu muitas alegrias esse ano. Me impulsionou, deu coragem, coração
acelerado, viagens inesquecíveis e poesias que, provavelmente, ninguém vai ler.
rs
Sim, vc me fez chorar também e até levou um quilinhos embora (obrigada por
isso). Mas não se preocupe, não estou magoada. As dores que vc me trouxe me
fizeram encontrar caminhos lindos (difíceis, é verdade) de autoconhecimento; me
trouxeram ainda mais espiritualidade (como é importante!) e continuam me ajudando
a olhar pra dentro, sem perder a vista daqui de fora.
Acho
que vc tem me tornado uma pessoa melhor, 2016. Talvez eu não saiba muito
bem em quais aspectos, mas a gente sente qd algo novo brota aqui dentro.
Não
sei te dizer se estou mais forte, ainda me acho sensível demais. Sei que, mesmo
com passos às vezes vacilantes, tenho ido em frente.
Sei também que vc anda cansado, 2016. Teve mta injustiça por aí. Guerra,
massacre, violência, politicagem e eleições com resultados escabrosos. Eu sei,
não foi fácil...
Mas
teve Jon Snow ressuscitando ( 😄 ) , Rapha Silva ganhando ouro, o Djavan me dando a mão e show do Guns com Slash e Duff. Teve Nobres, São Paulo, Paraty e Manaus. E os prêmios de
Literatura que eu tive a sorte de ser contemplada. Isso, 2016, foi mt legal da
sua parte. <3
Não
me leve a mal, viu?, mas já é hora de baixar a cortina, ano
querido. Vivemos o que tínhamos pra viver e te agradeço por tudo. Vc me veio meio
torto, meio cheio de lições e, pode ter certeza, uma parte minha será pra sempre sua.
2017,
muito prazer, meu nome é Juliana. A gente estava mesmo te esperando! Seja muito bem-vindo.
