Quando vejo que está muito tempo sem aparecer nas redes sociais, visito seu blog como uma espiã. Com o coração palpitando e as mãos trêmulas, deslizo a barra lateral, percorrendo os olhos sobre seus desejos.
Aliás, desculpa não. Foi a única maneira que encontrei de saber de você desde que paramos de nos ver. O seu despretensioso "a gente se fala" foi uma mentira suave para me manter a uma distância segura, eu sei. Tudo bem, também não tenho pretensão de voltar a falar com você. O que não diminui a vontade de saber de você, como vai sua vida, já está namorando?
Sei da tua alma tanto quanto derrama dela nas tuas poesias. Às vezes melancólicas impregnadas de solidão, às vezes eufóricas plenas de paixão. Inconstantes.
Sim, leio seus textos com um certo nervosismo infantil, como se você pudesse descobrir, a cada palavra desnudada, que estou ali, no teu espaço. Me fartando do que te falta, me afogando no que te sobra, tentando agarrar pelas beiradas algum pensamento, qualquer um que seja, sobre mim.
Nunca consegui. Nunca encontrei nenhum resquício de mim nas tuas palavras. Nem um cheiro, nem um suspiro, nem um rasgo daquele sorriso nervoso que só você arrancava de mim. Fico me perguntando onde você me guardou. Se guardou. Guardou?
Andei lendo uns textos esses dias. Você tem falado muito nessa garota. Cada linha sua sobre ela são duas batidas desritmadas dentro de mim.
Preciso parar de te ler. Sei disso.
Mas não hoje. Desculpa.
Aliás, desculpa não.
Nunca consegui. Nunca encontrei nenhum resquício de mim nas tuas palavras. Nem um cheiro, nem um suspiro, nem um rasgo daquele sorriso nervoso que só você arrancava de mim. Fico me perguntando onde você me guardou. Se guardou. Guardou?
Andei lendo uns textos esses dias. Você tem falado muito nessa garota. Cada linha sua sobre ela são duas batidas desritmadas dentro de mim.
Preciso parar de te ler. Sei disso.
Mas não hoje. Desculpa.
Aliás, desculpa não.